Itajaiense é campeão do sulamericano de boxe chinês no Chile

23/06/2009

 

O boxe chinês só passou a ser considerado um esporte depois que as lutas corporais deixaram de ser simplesmente uma prática popular na China. O que antes geralmente terminava em graves ferimentos, devido à falta de regras, hoje respeita toda uma técnica e regras. Regras essas que Rodrigo Reis de Camargo, 30 anos, sabe muito bem, tanto que já ganhou competições importantes dentro e fora do país. Para ele, o boxe chinês é mais completo do que os outros esportes porque envolve mais atividades. “É o que a gente chama de entroncação. Tem mais socos, chutes, joelhadas”, explica.

Em maio desse ano, o atleta, que também é instrutor, trouxe para Itajaí uma premiação de prestígio. Foi campeão sulamericano de boxe chinês no Chile, pela categoria absoluto. Para chegar lá, o boxeador teve um longo caminho pela frente: ganhar o Campeonato Estadual para, mais tarde, fazer parte da seleção Catarinense. O Brasileiro veio logo depois, mas também não intimidou Rodrigo. Para ir ao Chile, foi preciso treinar pesado para garantir sua vaga no Campeonato. “Antes das competições, eu treino quatro ou cinco horas diárias”, explica. Desafio vencido.

Clique nas fotos para ampliá-las:

Sem apoio de qualquer empresa catarinense ou até mesmo da prefeitura de Itajaí, o atleta bancou tudo – desde a passagem até estadia em hotel de nível. Apesar da vitória no sulamericano, Rodrigo não teve retorno financeiro. “É só mesmo o prestígio dentro das artes marciais”, completou. Com a conquista, o boxeador terá direito a bolsa atleta internacional do Ministério dos Esportes, que dá uma razoável ajuda de custo ao esportista.

Para vencer a final do sulamericano, Rodrigo acredita que foi fácil, já que estava muito bem preparado e concentrado. Mas, nem sempre é assim. “Não é só chegar lá e lutar. Mexe com o psicológico”, afirma.

Por fazer parte da categoria acima de 90 kg, o atleta pode enfrentar pessoas com muito mais peso que o seu. “O que vem, eu enfrento. Já peguei um que tinha 20 kg a mais que eu. Mas venci”, orgulha-se.

Rodrigo e seu treinador, o professor Cláudio Limírio, que tem 22 anos de carreira e é especializado em boxe chinês, têm uma academia que ensina boxe chinês, jiu-jitsu e kung fu. “O nosso objetivo não é competição, mas o condicionamento físico. A gente não espera a competição, acontece”.

Texto: Mariana Reibnitz Vieira

Fotos: Divulgação


Ginástica Artística é motivo de orgulho para Itajaí

11/06/2009

 

A Fundação Municipal de Esportes e Lazer – FMEL de Itajaí oferece escolinha gratuita de ginástica artística para cerca de 60 pessoas de toda a comunidade. Mas o trabalho feito pelo técnico de ginástica e coordenador da modalidade, Marcelo Coelho, 42 anos, tem outro propósito. Treze desses alunos treinam pesado de segunda a sábado para representar a cidade em jogos regionais. “O nosso trabalho aqui não é social. Nosso objetivo é sempre voltado para as competições”.

Veja algumas fotos:

Clique para ampliá-las:

 

Com um longo currículo, Marcelo tem orgulho ao dizer que faz até hoje um bom trabalho. Como prova, a ginástica artística de Itajaí carrega sete premiações consecutivas como 1ª colocada nos Joguinhos Escolares, uma das competições organizada pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).

Conquista também é ter como aluno Fábio dos Santos, 22. Ele passou na 1ª etapa para participar do Cirque Du Soleil (Circo do Sol, em francês), uma das maiores companhias circenses de todo o mundo.  Ginasta há 13 anos, Fábio aguarda ser chamado. “Eles têm um banco de dados. Tudo depende do perfil que eles procuram. Se é baixo ou alto, por exemplo”, explica. O ginasta já chegou a dividir o pódio com Diego Hipólito (Diego como 1º colocado e o Itajaiense em 3º lugar) no Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística.

Outro exemplo de luta é Juliano Leal Gonçalves. O garoto, com seus 17 anos, entrou para a equipe juvenil de São Caetano do Sul/SP. Além de ter sido chamado, o menino tem direito a estudar numa universidade, ganha moradia, alimentação e uma ajuda de custo. Tudo pago pela equipe. Marcelo, que foi seu treinador, acredita que Itajaí tem um espaço ótimo para treinos, mas pensa que a cidade perde em relação aos aparelhos utilizados. “São velhos, pouca qualidade”, lamenta.

Localizado no ginásio Mário Teixeira, na rua Jorge Mattos, centro de Itajaí, o esporte está com as portas abertas para quem quiser aprender, treinar e, quem sabe um dia, ser mais um motivo de orgulho para Itajaí.

Texto e fotos: Mariana Reibnitz Vieira


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.