Voo livre contagia profissionais e amadores

Morro do Careca - Mariana Vieira

Eles se dizem apaixonados pelo esporte. E realmente são. Quem já é experiente no voo livre garante que depois do primeiro salto – seja ele de qualquer tipo – o esporte vira um vício. É o caso do instrutor Acir Rocha Kenig, 44 anos. Aos 17 anos, Xixi, como é bem conhecido, começou a praticar asa delta e hoje, apesar de preferir o parapente, ainda não largou o prazer de voar. “Na primeira vez você vai com medo, mas a volta é tranquila, você volta alegre”, descreve. “É adrenante, fissurante”, complementa. [sic]

Foi Acir quem trouxe o esporte – na época não muito difundido – para Itajaí e Balneário Camboriú. Quinze minutos lá em cima, perto das nuvens e conhecendo o que não se pode ver aqui de baixo, já é suficiente para um simples voo, somente para admirar a paisagem. E é com essa intenção que Xixi faz voo duplo, ou às vezes até triplo, no conhecido Morro do Careca, na Praia dos Amores. “Esse salto é o que o público mais procura, é mais pro turista. É o nosso carro-chefe”.

O instrutor acredita que, muitas vezes, o pulo é um chamariz para as aulas que ele mesmo ministra. O curso em que Acir passa toda a experiência que já teve, ensina somente a usar o parapente, que o professor crê que seja um voo mais confortável e prático.

A única mulher que frequenta essas aulas é Gabriela Luíza de Atayde, 19. Faz um mês que ela iniciou o curso, junto com aproximadamente oito homens, e já se considera uma “completa apaixonada” pelo esporte radical. Para jovem, que até já arborizou (palavra usada pelos voadores, que significa cair em cima da vegetação), saltar sempre foi tranquilo. “A gente vai se adaptando com isso e é a coisa mais normal do mundo. É a melhor sensação”.

 Para Gabriela, melhor sensação é quando ela está saltando

Para Gabriela, a melhor sensação é quando ela está saltando

O suíço Bruno de Sousa, 47, veio da cidade de Basel passar um mês de férias na Praia dos Amores. Ele, que voa há sete anos, conta que o esporte no Brasil é um pouco diferente da Suíça. “Lá é mais rígido, tem prova”, esclarece ele, com um leve sotaque.

O que o trouxe à região foi justamente o prazer em pular de parapente. Ele mantinha conversas pela internet com Acir e agora curte a folga para saltar. Sobre os brasileiros, ele acredita que são mais audaciosos. “Eu não vi nenhum brasileiro que não faça uma loucura. É bem diferente”, palpita.

Quem tiver coragem de se aventurar, é só dar um pulinho no Morro do Careca, na estrada da rainha, na Praia dos Amores. Lá, você encontra vários tipos de voo e também pode conversar com os profissionais e amadores apaixonados pelo esporte radical.

Quer visitar o site de Acir? Aqui.

Ficou interessado? Assista ao vídeo abaixo e fique por dentro de mais alguns detalhes do esporte.

Texto e fotos: Mariana Reibnitz Vieira

3 respostas para Voo livre contagia profissionais e amadores

  1. gabriela disse:

    Mari, ficou muito boa a materia!!!! alias, todas estão super bem estruturadas. Morro de saudades de vcs, até das aulas…. continuem assim, estou adorando ler suas materias. Beijos, gabi.

  2. João Marcos disse:

    ana, bem legal as fotos e o video do morro do careca
    fikei com vontade de pular de lá também :D

  3. Marina disse:

    Oi Mari, está otima a matéria (sou suspeita a falar né!) Mas mesmo com ela, ao contrário do João, ainda não tenho coragem de pular!! Agora tens que pular e escrever sobre a sensação.
    Beijos

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