Voo livre contagia profissionais e amadores

03/07/2009

Morro do Careca - Mariana Vieira

Eles se dizem apaixonados pelo esporte. E realmente são. Quem já é experiente no voo livre garante que depois do primeiro salto – seja ele de qualquer tipo – o esporte vira um vício. É o caso do instrutor Acir Rocha Kenig, 44 anos. Aos 17 anos, Xixi, como é bem conhecido, começou a praticar asa delta e hoje, apesar de preferir o parapente, ainda não largou o prazer de voar. “Na primeira vez você vai com medo, mas a volta é tranquila, você volta alegre”, descreve. “É adrenante, fissurante”, complementa. [sic]

Foi Acir quem trouxe o esporte – na época não muito difundido – para Itajaí e Balneário Camboriú. Quinze minutos lá em cima, perto das nuvens e conhecendo o que não se pode ver aqui de baixo, já é suficiente para um simples voo, somente para admirar a paisagem. E é com essa intenção que Xixi faz voo duplo, ou às vezes até triplo, no conhecido Morro do Careca, na Praia dos Amores. “Esse salto é o que o público mais procura, é mais pro turista. É o nosso carro-chefe”.

O instrutor acredita que, muitas vezes, o pulo é um chamariz para as aulas que ele mesmo ministra. O curso em que Acir passa toda a experiência que já teve, ensina somente a usar o parapente, que o professor crê que seja um voo mais confortável e prático.

A única mulher que frequenta essas aulas é Gabriela Luíza de Atayde, 19. Faz um mês que ela iniciou o curso, junto com aproximadamente oito homens, e já se considera uma “completa apaixonada” pelo esporte radical. Para jovem, que até já arborizou (palavra usada pelos voadores, que significa cair em cima da vegetação), saltar sempre foi tranquilo. “A gente vai se adaptando com isso e é a coisa mais normal do mundo. É a melhor sensação”.

 Para Gabriela, melhor sensação é quando ela está saltando

Para Gabriela, a melhor sensação é quando ela está saltando

O suíço Bruno de Sousa, 47, veio da cidade de Basel passar um mês de férias na Praia dos Amores. Ele, que voa há sete anos, conta que o esporte no Brasil é um pouco diferente da Suíça. “Lá é mais rígido, tem prova”, esclarece ele, com um leve sotaque.

O que o trouxe à região foi justamente o prazer em pular de parapente. Ele mantinha conversas pela internet com Acir e agora curte a folga para saltar. Sobre os brasileiros, ele acredita que são mais audaciosos. “Eu não vi nenhum brasileiro que não faça uma loucura. É bem diferente”, palpita.

Quem tiver coragem de se aventurar, é só dar um pulinho no Morro do Careca, na estrada da rainha, na Praia dos Amores. Lá, você encontra vários tipos de voo e também pode conversar com os profissionais e amadores apaixonados pelo esporte radical.

Quer visitar o site de Acir? Aqui.

Ficou interessado? Assista ao vídeo abaixo e fique por dentro de mais alguns detalhes do esporte.

Texto e fotos: Mariana Reibnitz Vieira


Ginasta de Itajaí entra para o Cirque Du Soleil

02/07/2009

 

Em setembro, o ginasta Fábio dos Santos, 22,  que treinou durante 13 anos por Itajaí, embarca para o Canadá. Ele foi chamado para integrar o Cirque Du Soleil, uma das maiores companhias circenses de todo o mundo. No dia 11 de junho, o blog ‘Esporte por Elas’ contou um pouco da história do ginasta, que estava na expectativa. Ele é o primeiro Catarinense a participar da equipe Cirque Du Soleil.

Fábio ainda não sabe dos detalhes, mas, no início, será contratado por oito meses. Depois, ainda pode renovar o contrato até dezembro de 2010. Ela sabe, também, que ano que vem o Cirque Du Soleil fará uma turnê pelo Canadá e, mais tarde, por toda a Europa. O ginasta, agora internacional, não vai precisar pagar moradia e nem alimentação.

Texto: Mariana Reibnitz Vieira


Yoga para todos

02/07/2009

 

A prática regular das posturas da Yoga podem trazer inúmeros benefícios ao corpo. Hoje no Brasil o número de adeptos cresce cada vez mais. Essa filosofia milenar que nasceu na índia traz benefícios ao corpo, mente e espírito. Os movimentos corporais imitam poses de animais ou a forma de elementos da natureza e mudam a vida do homem moderno.

Além de fortalecer os músculos, os movimentos aliviam o estresse, promovendo equilíbrio mental e espiritual. Os médicos recomendam a Yoga como auxílio para vários tratamentos e para exercícios pré-natal. “A Yoga é muito mais que um remédio, é uma companhia para a vida”, diz a aluna Carmem Moura, 47 anos. “Pratico há oito anos, minha flexibilidade aumentou, já são raras as vezes que sinto dores nas costas”.

Para algumas pessoas a Yoga exerce função espiritual e emocional. Ao exigir concentração, ela ajuda a clarear a mente trazendo sensação de paz interior. A gerente Carolina Borba, 32, afirma: “Tive depressão, não havia o que me fizesse sorrir, após as primeiras aulas, um bem-estar contagiante estava presente em mim, pude retornar ao serviço e hoje troquei a musculação pela pratica da Yoga”.

A professora Elaine Lilli cita alguns benefícios:

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Carolina Borba, 32 anos.

Carolina Borba, 32 anos.

A Yoga também traz benefícios para os tratamentos contra diabetes, hipertensão, depressão, asma, ansiedade, insônia entre outras doenças, incrementa Eliane.

Algumas pessoas tem interesse pela Yoga, porém, não a praticam. É o caso da dona de casa Rute Reibnitz, de 49 anos. “Através do relaxamento, dos exercícios de respiração, de meditação, de disciplina, o praticante de yoga utiliza os exercícios físicos de que mais necessita. Eu fico adiando devido estar no meio de um monte de gente que já pratica há muito tempo”, respondeu.

Dona Rute nem imagina, mas, qualquer pessoa pode fazer aulas de Yoga, e a qualquer momento. Seja durante a gestação, adolescência, na terceira idade, ou até para homens ou mulheres. O que importa são os resultados obtidos. Já foram comprovados até casos de emagrecimento através da Yoga. Nunca é cedo ou tarde demais para começar. A professora Elaine aproveita para recomendar a Yoga agora no inverno, onde estamos mais expostos às baixas temperaturas, para fortalecimento de todo sistema imunológico.

Texto e Fotos: Carla Querobim

Ilustração: Ariana Deschamps


Cresce a procura pelo Kart

01/07/2009

 

O kart normalmente é conhecido como a porta de entrada para outras formas de automobilismo, mais caras e complicadas. É também conhecido por “moldar” pilotos de destaque em categorias internacionais, como Ayrton Senna e Michael Schumacher. Mas nem sempre é assim. As corridas de kart são também procuradas apenas por diversão. Muitas pessoas praticam o esporte por hobby.

Em Balneário Camboriú não é diferente. Na cidade, a procura pelo esporte cresce a cada dia. O Kart Indoor, na Barra Sul, é um bom exemplo de como o esporte deu certo no Brasil. São cada vez mais pessoas que procuram o local em busca de adrenalina. Muitos grupos de amigos passam tardes inteiras competindo entre si e se divertindo no kartódromo.

Kart está localizado na Barra Sul, em Balneário Camboriú

Kart está localizado na Barra Sul, em Balneário Camboriú

Alguns frequentadores são assíduos e levam a sério o esporte praticado com amadorismo. É o caso do administrador de empresas Geraldo Figueredo e sua turma de amigos. “A gente costuma se reunir no mínimo duas vezes por mês. Quando dá, viemos toda semana”, comenta. Eles gostam tanto das corridas que até suas mulheres vão ao local para andar no mini-carro. “Elas vêm ver a gente e às vezes até disputam uma bateria”, conta, animado.

Os karts foram originalmente criados nos Estados Unidos nos anos 50 por pilotos de aviões. O primeiro kartódromo construído no mundo foi no Sul da Califórnia, em 1956. O esporte rapidamente se espalhou para outros países e atualmente é muito praticado na Europa. No Brasil, o kart começou a tomar forma na década de 60. Atualmente, a corrida de maior destaque do kart nacional são as “500 Milhas de Kart Granja Vianna”, na qual diversos pilotos do mundo inteiro disputam volta a volta durante as 12 horas de prova.

Assim como todos os esportes, algumas normas de conduta devem ser seguidas para que as corridas aconteçam em total segurança para todos os corredores.

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Para que haja equilíbrio entre os competidores, as provas são divididas em categorias que observem os critérios de idade e experiência em corridas. No Brasil, as categorias oficiais são:

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Texto e foto: Jamila Araújo

Ilustrações: Ariana Deschamps


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